Escolha da Raça


RAÇAS BRASILEIRAS DE MARCHA

1 - MANGALARGA MARCHADOR

A formação do cavalo Mangalarga Marchador teve a sua origem no Sul de Minas Gerais, na Fazenda Campo Alegre, sediada no município de Baependi. Gabriel Francisco Junqueira, conhecido como o Barão de Alfenas, foi o proprietário da Fazenda Campo Alegre, onde nasceu em 1782 e faleceu em 1869. No ano de 1812, o Barão de Alfenas recebeu como presente do príncipe Regente D. João VI, um cavalo da raça Alter (procedente da Coudelaria Alter do Chão, em Portugal), de nome "Sublime", usando-o para fins de cruzamento com suas éguas crioulas. Os produtos resultantes deste cruzamento constituíram a base dos primeiros cavalos Mangalarga Marchadores.

O cavalo Alter Real é de origem Andaluziana, sendo bastante semelhante em aparência ao cavalo Andaluz, com a diferença de ser um pouco mais refinado em suas linhas gerais. Em 1812 Portugal foi invadido pelos franceses, liderados por Napoleão Bonaparte. Inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a própria Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças cavalares, principalmente com a raça Árabe. No início do século XX, o sangue Andaluziano foi reintroduzido na raça, restabelecendo o tipo original.

O cavalo "Sublime", marco inicial da raça Mangalarga Marchador, veio para o Brasil antes da invasão francesa em Portugal e, portanto, era um puro exemplar da raça Alter. Quanto às éguas brasileiras nativas, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Bérbere e Andaluz. Outro fato histórico a ser lembrado é que os cavalos Bérbere e Libianos foram levados para a Espanha, onde passaram por cruzamentos sucessivos com indivíduos da raça Andaluz, dando formação aos famosos cavalos conhecidos como "Ginetes Espanhóis", os primeiros cavalos introduzidos na América do Sul pelos conquistadores. E alguns destes exemplares já apresentavam naquela época um andamento mais cômodo, derivado da Andadura. Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul do Estado de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.

De acordo com o estudo realizado por ANDRADE (16), a versão mais sensata quanto à origem do nome Mangalarga é que o mesmo procede da "Fazenda Mangalarga", localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro. Os donos daquela fazenda somente compravam os seus cavalos no Sul de Minas, e quando iam à Corte Real, no Rio de Janeiro, pelo caminho chamavam a atenção pela elegância e beleza de seus cavalos e de imediato surgiam as perguntas: Quem eram os cavaleiros e cavalos? E a resposta vinha logo: Eram os donos da Fazenda Mangalarga. Assim, quando os compradores iam ao Sul de Minas pediam cavalos Mangalarga, isto é, iguais aos da Fazenda Mangalarga.

Com a mudança de várias famílias Junqueira para o Estado de São Paulo, o Mangalarga Marchador foi introduzido naquele Estado vizinho, onde, posteriormente, sofreu a infusão de sangue exótico, dando formação à raça Mangalarga Paulista, cuja Associação foi fundada em 1934. Paralelamente, os criadores mineiros, principalmente os Junqueiras descendentes do Barão de Alfenas, continuaram a selecionar o Mangalarga Marchador com base em sua pureza original, e diversas outras fazendas, além da Campo Alegre, constituíram a base inicial da formação da raça Mangalarga Marchador: 

Fazenda Campo Lindo - Localizada no município de Cruzília, tendo como proprietário-fundador um sobrinho do Barão de Alfenas e neto de João Francisco Junqueira. o senhor José Frauzino Junqueira (1809 - 1880). Posteriormente, a Campo Lindo, com o sufixo J.B., ficou sob a direção administrativa de um dos fIlhos do Sr. Jose Frauzino, de nome João Braulio F. Junqueira. Entretanto, os sucessores de João Braulio optaram por registrar seus animais na Associação Mangalarga (de São Paulo).

Fazenda Favacho - O primeiro proprietário da Fazenda Favacho foi João Francisco Junqueira, cujo herdeiro foi seu fIlho mais velho o João Francisco Junqueira Filho. E a Fazenda mais antiga na seleção da raça Mangalarga Marchador, estando atualmente na 8!! geração da família que infelizmente vendeu a propriedade, tendo mudado o criatório para o município de Oliveira-MG.

Fazenda Traituba - Com mais de 150 anos de tradição, a Traituba teve como proprietário inicial o Sr. João Pedro Junqueira. Seu herdeiro foi o fIlho João Pedro Diniz Junqueira. A sede da fazenda foi construída no ano de 1831.

Fazenda Angahy - Foi fundada por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, o iniciador do criatório de cavalos Angahy da "Marca C". Em 1940 assumiu a direção da Fazenda o Sr. Adeodato dos Reis Meirelles, um dos filhos do Sr. Cristiano, tendo morrido em 1960, deixando o criatório para os filhos Adeodato dos Reis Meirelles Filho e Nelson Meirelles. Angahy I foi o primeiro cavalo a ser registrado na raça Mangalarga Marchador.

Infelizmente, destas antigas fazendas sul mineiras somente a Angahy vem continuando seu trabalho seletivo de maneira mais atuante no cenário nacional. Diversas outras linhagens tradicionais foram fixadas em outras regiões do Estado de Minas Gerais, destacando-se dentre elas: 

Passa Tempo - Este criatório está localizado na Fazenda Campo Grande, construída no ano de 1860 por escravos, distando 150 Km da capital Belo Horizonte. A criação de cavalos teve início no ano de 1866 através do Sr. Francisco Teodoro de Andrade. E atualmente a administração está sob a responsabilidade do Sr. Márcio de Andrade, bisneto do Sr. Francisco Teodoro.

Abaíba - Criatório inicialmente localizado no município de Leopoldina-MG, cujo fundador da Fazenda foi João Monteiro Lobato. A criação de cavalos ganhou destaque nacional sob a administração do Sr. É.rico Ribeiro Junqueira, a partir do ano de 1923. Posteriormente, a tropa foi transferida para Araçatuba - São Paulo para o fIlho do Sr. Érico, Antônio de Andrade Ribeiro Junqueira, que passou a utilizar o sufixo "A.J."

Tabatinga - Criatório localizado nas proximidades da cidade de Juiz de Fora- MG, iniciado pelo Coronel Severino Junqueira de Andrade na primeira década do ano de 1900. Atualmente, um neto do Coronel Severino administra a Fazenda Tabatinga. o Raul Junqueira de Araújo.

Bela Cruz - Marca "R", iniciada pelo capitão Prudente dos Reis Meirelles. A Bela Cruz fazia parte das terras da Fazenda Campo Alegre e ainda hoje está localizada no Sul de Minas, município de Cruzília. O criatório começou a ganhar notoriedade nacional a partir de 1940, quando assumiu a administração o Sr. Argentino dos Reis Junqueira, que deixou a criação de cavalos para seu fIlho Francisco Darcy Meirelles Junqueira.

Herdade - A Fazenda Herdade está localizada no município de Simão Pereira, perto de Juiz de Fora-MG. A criação de cavalos teve início com o Sr. Urbano de Andrade Reis por volta do ano de 1935. O seu sucessor foi o Sr. José de Andrade Reis. E posteriormente, sua filha D. Neuza Junqueira assumiu a direção da Fazenda.

Entre os reprodutores famosos que mais influenciaram na formação da raça Mangalarga Marchador temos: Soberbo, Brinquedo, Rio Branco, Rio Verde, Dourado, Ouro Preto, Caxias, Beline, Panchito, Cuera, Predileto, Abismo, Clemanceau, Sargento e outros. Aos interessados, o livro de autoria do Dr. Ricardo Figueiredo Santos (25), apresenta fotos de reprodutores famosos dentro da raça Mangalarga Marchador, Campolina e Piquira. E o livro do Dr. Ricardo Casiush (29) apresenta fotos históricas de renomados exemplares Mangalarga Marchadores.

Em 16 de julho de 1949, em reunião realizada em Caxambu-MG foi fundada a Associação dos Criadores do Cavalo Marchador da raça Mangalarga. hoje uma entidade de âmbito nacional. A raça M. Marchador é um grande exemplo de aprimoramento genético, sendo representada por animais extremamente versáteis, resistentes, rústicos, cômodos e belos. Logo, é uma raça de excelentes aptidões para o trabalho, passeio, provas funcionais e o hipismo rural.

2 – CAMPOLINA 

De acordo com as conclusões do excelente trabalho elaborado por FONTES (1957), a raça Campolina foi formada na região de Entre Rios de Minas, na Fazenda Tanque, cujo proprietário, Cassiano Campolina (1836 - 1904), iniciou em 1857 a sua criação de cavalos, constituída por um rebanho sem características definidas. Mas a verdadeira data de formação da raça é considerada como sendo o ano de 1870, quando Cassiano Campolina recebeu de um amigo (Antônio Cruz) uma égua preta, de nome Medéia, durante uma visita à cidade de Juiz de Fora-MG. Medéia era uma égua nacional e estava prenhe de um puro reprodutor da raça Andaluz, pertencente a Mariano Procópio, que o recebeu de presente do Imperador D. Pedro 11. Na Fazenda Tanque, Medéia gerou um lindo potro tordilho negro, autêntico 1/2 sangue Andaluz, cujo nome era Monarca, considerado o cavalo fundador da raça Campolina, tendo servido durante 25 anos no rebanho de fêmeas nacionais da Fazenda Tanque. Desde o início, Cassiano Campolina concentrou os seus trabalhos de seleção e melhoramento genético na obtenção de animais de elevado porte, de grande sobriedade e de andamento cômodo.

Com a morte de Monarca, em 1898, aos 28 anos de idade, Cassiano Campolina, devido a seu pouco conhecimento das raças exóticas, adquiriu um garanhão da raça Percherão (tração pesada), usando-o durante pouco tempo nas filhas de Monarca, visto que a experiência resultou no nascimento de produtos pesados, com estrutura grosseira e bastante ruins de sela. E como não poderia deixar de ser, Cassiano Campolina saiu em busca dos filhos de Monarca, a fim de dar continuidade ao seu trabalho seletivo.

Após o falecimento de Cassiano Campolina, o seu trabalho teve prosseguimento com o coronel Joaquim Pacheco de Rezende, a quem mais tarde sucedeu seu filho Joaquim Rezende, e a este o Gastão Rezende e seu fIlho, o atual proprietário da maior parte da criação marca C.C., iniciada por Cassiano Campolina. E paralelamente ao trabalho de Cassiano Campolina e dos Rezendes, um trabalho seletivo foi sendo criteriosamente conduzido na Fazenda Campo Grande, município de Passa Tempo (aproximadamente 70 Km da Fazenda Tanque), pelo coronel Gabriel de Andrade, cujo trabalho foi brilhantemente continuado por seu filho Bolivar de Andrade e, atualmente, por Márcio de Andrade. Ainda no município de Passa Tempo, José Ferreira Leite e Américo de Oliveira organizaram na Fazenda Primavera um núcleo de grande importância. Segundo FONTES (21) também devem ser lembrados os trabalhos de Pedro e Joaquim Carlos em Santo Antônio do Amparo; de Ascânio Diniz em Carmo da Mata; dos Almeidas em Pedra Azul, todos no Estado de Minas Gerais.

Além de Monarca, diversos outros garanhões de outras raças também exerceram uma influência significativa na formação da raça Campolina: 

Raça Anglo-Normando - Ainda na época de Cassiano Campolina, foi utilizado o garanhão Menelike, proveniente da cocheira "Murax", no Rio de Janeiro. Entre os bons descendentes de Menelike foram relacionados Bonaparte, Oder I e Oder II (21). O Anglo-Normando é uma raça de grande porte e de linhas gerais leves e harmônicas. Mas a principal razão que teria levado Cassiano Campolina a introduzir sangue desta raça parece ter sido a obtenção de boas éguas "mulateiras", visto que já naquela época as parelhas de muares grandes e robustos alcançavam bons preços, principalmente no Rio de Janeiro (21).

Raça Clydesdale - Após a morte de Cassiano Campolina, o seu sucessor, cel. Joaquim Pacheco de Rezende, procurou melhorar o andamento da tropa C.C., já que a tendência do mercado era para andamentos macios (marcha picada). E foi com tal objetivo que adquiriu do cel. Gabriel de Andrade, da Fazenda Campo Grande, um garanhão de nome Golias, possuidor de 1/4 de sangue da raça Clydesdale. Esta raça foi formada na Escócia, sendo de tração, tendo como características principais o grande porte, ossatura forte, grande quantidade de pelos nos membros, bom temperamento, boa disposição para o trabalho, inteligência e com uma predominância de pelagem baia e castanha, com calçamentos e frente aberta. O próprio Golias era baio, de porte pronunciado, excelente marchador, tendo exercido uma influência marcante na formação da raça Campolina. Entre os seus filhos, destacaram-se: Otelo I, Tupy, Caruso, Otelo 11. E entre as fIlhas: Walkiria, Colônia, Wanda, todas elas mães de excelentes reprodutores.

Raça Holstein - Por volta do ano de 1908 os criadores José Ferreira Leite e Américo de Oliveira, da Fazenda Primavera, município de Passa Tempo, adquiriram do cel. Horácio Lemos um garanhão Holstein, de nome Treffer, importado por Herm-Stoltz & Cia. Esta é uma raça formada na Alemanha, com influência de sangue espanhol e inglês. Os animais apresentam trem posterior possante, ossatura forte, membros relativamente curtos, boa profundidade torácica, com predominância de pelagens preta, castanha e baia. A altura média é em torno de 1,54 m e as funções principais são o trabalho e o salto. Segundo o Sr. José Ferreira Leite, a introdução de Treffer em sua criação visava em linhas gerais a mesma meta de Cassiano Campolina ao introduzir o Anglo-Normandio. Tendo deixado vários descendentes, mais tarde Treffer teve influência nos rebanhos de Santo Antônio do Amparo e Oliveira. Seus descendentes mais conhecidos foram: Urano, Soberano, Aliado, Liberal, Roseira, Primavera, Rainha, Nuvem e Sonâmbula.

Raça American Saddle Horse - Contrário à orientação de seus vizinhos ao introduzirem animais pesados, o Dr. Donato de Andrade, irmão de Bolivar de Andrade, aconselhou o seu pai, cel. Gabriel de Andrade, a procurar animais mais leves e "bons de sela", preferindo a raça American Saddle Horse. Assim, no ano de 1909 foram adquiridos do Kentuchy, Estados Unidos, dois garanhões desta raça, de nome Yankee Prince e Golden Viscount. Principalmente o primeiro, teve uma grande influência no planteI da Fazenda Campo Grande onde deixou, entre outros, Florete, Herval e Florão. As principais contribuições do American Saddle Horse para a raça Campolina foram: elegância de andar, porte, refinamento de linhas corporais e andamento mais cômodo.

Raça Mangalarga Marchador - Enquanto novos núcleos de criadores de Campolina se formavam, os continuadores da obra de Cassiano Campolina se preocupavam com o tamanho um tanto avantajado que vinham adquirindo seus animais e o perfil excessivamente convexo de alguns reprodutores, resultado da influência de animais ocidentais usados, principalmente Menelike e Golias - e também do próprio Monarca, que tinha sangue Andaluz. Por tais razões, preferiram voltar um pouco ao sangue oriental através de Rio Verde, nessa época (1934), já famoso reprodutor Mangalarga Marchador, descendente de animais do Sul de Minas e de propriedade do cel. Gabriel de Andrade, da Fazenda Campo Grande (21). Entre outros, Rio Verde deixou o famoso garanhão Gás Rex, campeão nacional e pai de reprodutores bem conhecidos, como: Emblema, Radar, Primor e Cromo. A decisão de introduzir sangue Mangalarga Marchador foi tomada por Joaquim Rezende, fIlho do cel. Joaquim Pacheco Rezende, sucessor de Cassiano Campolina, principalmente após o fracasso da introdução de sangue P.S.I. e possivelmente de Oldemburguês. Todos os animais descendentes destas duas raças foram vendidos, não tendo exercido influência sobre a formação da raça Campolina.

É importante ressaltar que pelo menos nos últimos 50 anos, não se tem registros de introdução de sangue exótico em plantéis da raça. Os registros históricos mostram que os últimos cruzamentos foram com a raça Mangalarga Marchador, através de Rio Verde no ano de 1934. Posteriormente, os filhos de Rio Verde foram utilizados, e com grandes benefícios para a raça Campolina, principalmente nas características andamento e refinamento morfológico, particularmente no pescoço e cabeça. E atualmente, todas as infusões de sangue exótico mencionadas, mesmo a contribuição genética oriunda do Mangalarga Marchador, já estão bastante diluídas. E como prova deste fato incontestável, basta lembrarmos do alto nível qualitativo e da padronização da representação de animais presentes nas exposições nacionais especializadas da raça, realizadas anualmente pela Associação.

Em 1951 os criadores de Campolina fundaram em Belo Horizonte a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Campolina, quando foi elaborado o novo padrão da raça para efeito de Registro Genealógico. Este padrão foi amplamente atualizado em 1975, tendo em vista a evolução marcante que tem sofrido a raça Campolina.

No mercado atual, o cavalo Campolina tem uma grande aceitação. Enquanto que na criação do cavalo Mangalarga Marchador nos deparamos com um grande número de linhagens tradicionais, algumas das quais, oferecendo pouca contribuição para o melhoramento genético daquela raça, na atual criação de Campolina do país, praticamente pode-se  afirmar que apenas duas linhagens constituem a base dos rebanhos. Tal fato, sem dúvidas, facilita muito os trabalhos de seleção e melhoramento genético da raça, em decorrência da menor heterogeneidade dos representantes da raça. Outro fator importante para o rápido desenvolvimento desta raça no Brasil é que a criação, até pouco tempo atrás, encontrava-se concentrada em mãos de uns poucos criadores, de maiores recursos econômicos e de maior orientação técnica, que conseguiram conduzir um trabalho sério em seus criatórios. Hoje, com o grande movimento verificado na criação de cavalos Campolina, podemos notar com imensa satisfação que a representação da raça evoluiu aceleradamente, com rara consciência, tanto do ponto-de-vista morfológico como funcional.

Garboso, sóbrio, de andar rápido e excelente comodidade, o cavalo Campolina é hoje um animal bastante requisitado e indicado para as longas caminhadas e os trabalhos de campo nas fazendas. Tendo como características peculiares o andamento (marcha) e o magnífico porte, é uma raça muito apreciada para cruzamentos com jumentos para a obtenção de animais de serviço ou para cruzamentos orientados com raças exóticas (Exs.: Puro Sangue inglês e Anglo-Árabe) com a finalidade da obtenção de produtos aptos para provas eqüestres diversas.

3 - PIQUIRA

A raça Piquira foi formada através de cruzamentos dirigidos de éguas nacionais de porte pequeno com reprodutores pôneis da raça Shetland. Desde o início a seleção baseou-se em duas características fundamentais: o porte pequeno e o andamento marchado. Ainda é uma raça com uma larga variação genética, em decorrência da mestiçagem recente e do fato de várias éguas sem origem conhecida terem sido registradas, levando-se em consideração apenas a marcha e o porte dentro dos limites de altura estabelecidos pelo padrão racial. Entretanto, é importante ressaltar que já existem inúmeros animais de excelente e bem definida caracterização racial, completamente enquadrados no padrão racial.

Os criadores de Piquira estão filiados à Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo pônei, fundada no ano de 1970 e com sede em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais.

A principal utilidade do cavalo Piquira é para montaria de crianças, seja para o passeio e divertimento ou para os trabalhos de campo nas fazendas, os concursos de marcha ou as provas funcionais. O Piquira é um animal extremamente dócil, de temperamento calmo e bastante cômodo. O seu padrão racial estabelece o seguinte:


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