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Treinamento da Marcha em Cavalos e Éguas

  Tradicionalmente, cavalos e éguas destinados aos Concursos de Marcha vêm sendo treinados somente na marcha, durante períodos em torno de uma hora por dia ou em dias alternados, em estradas ou pistas de treinamento, objetivando preparar os animais para suportar uma competição de 40 minutos ininterruptos de marcha em velocidade média de 12 km/h. Entretanto, este treinamento baseado somente na marcha não é mais suficiente. Ë necessário variar exercícios, visando um melhor condicionamento e qualidade no desempenho da marcha.
     O melhor método é o treinamento intervalado, que combina períodos de exercícios de alta intensidade com períodos de exercícios de baixa intensidade, sempre realizando o aquecimento e o desaquecimento ao final do treinamento. Para o aquecimento, os andamentos indicados são o passo médio e a marcha curta. Em seguida, encartar o animal na marcha de velocidade de Concurso. Após 10 minutos, alongar a marcha, mais 5 minutos, retomar o passo, iniciar uma seção de galope lento. Em seguida, passo livre, para relaxar o animal e recuperar as taxas respiratórias e cardíacas normais. Reiniciar a marcha de competição, mais 10 minutos, passo, outra seção de galope lento, passo livre e, ao final do treinamento, executar em marcha figuras circulares, de serpentina e de oito, com a finalidade de aprimorar o equilíbrio dinâmico - harmonia, coordenação, impulsão.
     Os parâmetros a serem aprimorados no dia-a-dia de treinamento são a comodidade, o estilo, o desenvolvimento e a regularidade. Destes, o mais complexo é o estilo, pois envolve vários aspectos dinâmicos e de posicionamento da cabeça, boca, pescoço e cauda. A movimentação precisa ser harmoniosa, equilibrada, coordenada no trabalho do conjunto de membros anteriores, conjunto de membros posteriores e o conjunto dos quatro membros. Outra exigência é o bom flexionamento e soltura de movimentos das articulações de joelhos, boletos e jarretes. Já a impulsão, refere-se à energia do deslocamento de membros posteriores, com um bom engajamento (avanço dos cascos posteriores sob a massa corpórea).
     O desenvolvimento da marcha não significa velocidade, mas sim a amplitude das passadas. Já a regularidade é avaliada tanto em termos da manutenção de uma velocidade constante e de uma mesmo diagrama de marcha. A comodidade, refere-se à ausência de abalos, ou atritos, fortes, seja no sentido vertical, lateral ou longitudinal. Ao longo do processo do treinamento da marcha, o aprimoramento da comodidade é o aspecto de resposta mais lenta. A intensidade de trabalho deve ser em torno de uma hora, em frequência diária, com um dia de descanso na semana. O ideal é que o treinador também seja o apresentador no Concurso de Marcha. Outras dicas para um bom preparo para competir são relacionadas em seguida:


- Manutenção de uma angulação correta dos cascos;
- Quando necessário, ferrageamento adequado;
- Acesso a uma dieta para alta performance;
- Aplicação de duchas frias após o trabalho;
- Utilização de ligas de descanso à noite;
- Utilização de ligas de trabalho;
- Exercícios moderados na ultima semana que antecede a exposição;
- Trabalhar animais em grupos, simulando condição de competição;
- Trabalhar em terreno similar ao que será encontrado na competição;
- Viagem segura;
- Controle emocional do animal durante a estadia no parque de exposições.


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No treinamento da marcha o ítem estilo é o mais complexo, envolvendo o posicionamento correto da cauda (tangenciando a nádega), garupa estável, nuca bem flexionada, cabeça estável, em altura adequada, deslocamentos retilíneos dos membros, com harmonia, coordenação, energia e elegância.

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